Você sofre de convulsão ou ataque epiléptico?

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A crise convulsiva é uma queixa neurológica frequente e é o principal sintoma das epilepsias. A crise convulsiva pode ser primária, que é quando você é portador de uma síndrome epiléptica, ou seja, uma doença neurológica que se apresenta com crises convulsivas, mas também pode ser secundária, isto é, se você sofre de alguma outra doença que pode ter a crise convulsiva como um dos seus sintomas, por exemplo a hemorragia cerebral.

Existem vários tipos de crises convulsivas, elas podem ser parciais ou generalizadas, por isso é importante ser avaliado por um neurologista capacitado em diferenciar as características de cada tipo de crise. O paciente com crise convulsiva pode apresentar sintomas premonitórios, ou seja, que o avisem que a crise vai acontecer, como pode também apenas perder a consciência e não se lembrar de nada durante a crise.

O diagnóstico do tipo de convulsão é feito através de avaliações clínica e neurológica adequadas. Os exames complementares, como uma triagem laboratorial, eletroencefalograma e exames de imagem (tomografia computadorizada ou ressonância nuclear magnética), devem ser bem indicados, considerando-se o perfil de sintomas de cada paciente e baseados em uma boa consulta médica.

O mais importante a fazer, se você apresenta qualquer uma dessas queixas, é procurar um neurologista preparado para interpretá-las. A crise convulsiva tem inúmeras causas e é necessária uma investigação muito detalhada e criteriosa para descobrir a sua origem.

O tratamento depende da definição da causa da convulsão, assim como a escolha da melhor medicação a ser utilizada. O uso indiscriminado e sem regras de algum anticonvulsivante para causar sérios efeitos colaterais no paciente.

Se você estiver perto de alguém que apresente uma convulsão, a primeira coisa a fazer é pedir ajuda e, depois, segurar a cabeça do paciente para protegê-la de algum possível trauma e virar o corpo do paciente de lado para evitar que ele aspire o conteúdo do estômago ou da boca. Nunca coloque seu dedo dentro da boca de alguém que esteja convulsionando, porque isso pode machucar a mandíbula do paciente e também o seu dedo. É muito importante marcar o tempo exato de cada crise convulsiva para informar ao socorrista e notar se o paciente consegue voltar ao seu normal ou não após cada crise. O paciente deve ser encaminhado para o hospital mais próximo do local em que passou mal.

Informe-se! As crises convulsivas e as epilepsias têm controle, procure um neurologista!